por Nubor Orlando Facure.
Os bebês, dentro do útero materno, reconhecem a voz da mãe e aprendem a fonética do idioma ao ouvirem sua voz.
Eles choram com esse “sotaque” materno logo que nascem.
E, mais ainda, são propensos a se acostumarem com o barulho do trem ou das buzinas que ouvem na vizinhança enquanto estão no útero.
O mais surpreendente é que, ao nascerem, reagem quando lhes mostram o rosto da mãe em fotos misturadas com outros rostos.
Logo que nascem, conseguem identificar o cheiro da mãe.
O olhar do bebê estimula a pineal da mãe, assim como o contato da pele de um com o outro estimula a produção de ocitocina, aumentando o vínculo entre ambos, mãe e filho.
O feto humano já tem um cérebro com cerca de 20 milhões de neurônios ao atingir 12 semanas.
Passa a produzir cerca de 250 mil neurônios por minuto.
Assim que nasce, o cérebro do bebê começa a criar cerca de um milhão de sinapses por segundo.
Será muito importante, após o nascimento, a consolidação das sinapses relevantes e a poda neuronal, eliminando neurônios supérfluos.
Lição de casa
Precisamos entender que somos nós mesmos que construímos as conexões entre nossos neurônios.
Teremos neurônios que reagem aos estímulos que recebem.
E é nossa a escolha dos estímulos que decidimos armazenar neles.
Os neurônios serão as únicas células que nos acompanharão por toda a vida.

