por nubor Orlando Facure.
O que vemos, o que escutamos, o que sentimos na pele ou o que tocamos com as mãos afeta nosso cérebro, constrói nossas percepções e cria a maneira como compreendemos o mundo.
Isso se chama imaginação.
Até a dor é pura imaginação: ela só nos afeta quando lhe damos um significado.
Nossa maneira de pensar o mundo segue um roteiro bem diferente do que propõe a lógica dos princípios digitais, tão em moda nos dias de hoje.
Nossa máquina cognitiva, ou a nossa maneira de pensar, criou princípios mais apropriados para a nossa sobrevivência.
Usamos muito mais atalhos e fragmentos de informações.
Julgamos as coisas do mundo pela aparência.
Escolhemos nossos caminhos emocionalmente.
Decidimos pela intuição, que nem sempre é o que sugere a razão.
Mas, intimamente, aceitamos nossas intuições por serem mais confortáveis psicologicamente.
Poucos dados já são suficientes para criarmos imagens.
Abrigamos mais crenças do que conceitos.
O passado se modifica quando é recontado.
Não precisamos fazer coisas que já sabemos.
O mundo mental é mais um mundo de “fantasia”.
Nós o criamos para amenizar as nossas angústias e medos.
Lição de casa
Vivenciamos nossa imaginação muito mais do que nossa vã presunção supõe.
Optamos por transitar pelo mundo mental que construímos.
Ele é mais confortável do que o mundo real que está aí fora.

