A fuga de Jesus

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por Nubor Orlando Facure.

 

A Páscoa se aproximava, exigindo restrições a serem cumpridas.
Os juízes agiram rapidamente, exercendo sua autoridade suprema.
Pilatos, inseguro, não compreendeu o alcance de suas decisões.
Herodes, apressado, não se interessou em conhecer os pormenores.

Jesus recebe a sentença sem chance de defesa.
Não havia como seus amigos estarem presentes.
O povo receava se comprometer com os juízes.

Mas Badul, um rico negociante árabe que estava em Jerusalém naqueles dias da prisão de Jesus, resolve agir.
Era influente e reconhecido como grande mercador, envolvendo-se com muitas das autoridades da região.
Assim como outros, ele também foi até a prisão ver quem provocara tamanha agitação.

Não conhecia Jesus, mas pôde perceber o erro brutal que estavam cometendo.
Condenaram, injustamente, alguém que percorrera todas aquelas terras promovendo curas de cegos, de paralíticos, de endemoniados e que, principalmente, interpretava as leis, transmitindo lições inesquecíveis, sem qualquer envolvimento com o poder ou o dinheiro.

No dia seguinte, Badul aproveitou a madrugada e, usando de seu prestígio, desceu até as grades onde estava o preso supliciado.

— Não o conheço, mas posso te ajudar — disse-lhe Badul.
— Trouxe uma mala com uma túnica, muitas moedas, alimentos e água, que podem lhe permitir viajar para longe.
Tenho empregados que te acompanharão até a Síria ou até mesmo a Índia.
Gostaria de te livrar desse martírio que será inexorável, arrastando-o para uma morte injusta.

O Mestre ergue os olhos, fita o alto e diz:

— Vim até aqui como enviado por meu Pai, que espera que eu absorva esse cálice até a última gota.
Meu sacrifício foi registrado nas Escrituras; por isso, terá de ser cumprido.
Já transmiti a mensagem da Boa Nova que me foi confiada.
Fiz o que me competia.
Agora é hora do testemunho.

— De todas as lições que deixo, nenhuma será tão grandiosa quanto a prova da imortalidade.
Minha ressurreição marcará para sempre meu apostolado.
Meu retorno, após a cruz, será breve, e todos poderão confirmar que, no Meu Reino, haverá lugar para os que me seguirem.
Não os deixarei órfãos.

Ainda naquela sexta-feira, José de Arimateia e Nicodemos encaminham um pedido a Pilatos para que possam recolher o corpo já sem vida.
A promessa foi cumprida, e Jesus permaneceu entre seus seguidores por quarenta dias (Atos 1:3).


Lição de casa

Jesus nunca nos abandonou.
Estejamos atentos para não deixá-lo passar despercebido em nossas vidas.

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