Nas montanhas do Líbano

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por Nubor Orlando Facure.

 

Jovem talentoso foi escolhido orador da turma na Faculdade de Medicina do Líbano

Era o último ano de convivência dessa turma, que se acostumou às amizades e ao trabalho em grupo.
Ele precisava fazer um discurso marcante, inesquecível — uma bússola para o resto da vida de todos eles.

Procurou ouvir o conselho do pai, homem de mais experiência, calejado pelas lutas da vida.
No domingo seguinte, o pai o convidou para irem até as montanhas do Líbano, que se projetam nas costas de Beirute.

Ali, no alto, era possível ver, ao longe, os barcos que suavemente coloriam as águas do Mediterrâneo.

— Olhe aqueles veleiros, meu filho.
Alguns estão com as velas arriadas e ficam ao léu, ao sabor dos ventos, que os movem ora para um lado, ora para outro, sem rumo certo.
Mais adiante, você pode ver os veleiros que estão chegando ou saindo, com as velas erguidas, permitindo determinar sua direção.

É isso que você deve deixar para seus colegas, para observarem pela vida afora:

“Com as velas, sim; com os ventos, não.”

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