por Nubor Orlando Facure.
Na porta de uma casa espírita, podia-se ler um recado:
Por favor, ao entrar, espere de nós apenas acolhimento e instrução.
Nossa ferramenta de trabalho são O Livro dos Espíritos e o Evangelho.
Trazemos os instrumentos de nossa própria casa: vassoura, tesoura, retalhos de pano, linha e agulha.
Não exigimos nomes nem endereços, nem vamos perguntar a profissão de ninguém.
Todos nós reconhecemos, em nós mesmos, um passado de culpa, mas não criamos um confessionário
para você expor suas lamentações entre nós.
Expor seus erros não produzirá bons frutos aqui.
Preferimos o silêncio e a prece.
Sabemos que os bons Espíritos que nos amparam nos enxergam por dentro e por fora, inclusive nosso passado de culpas.
O que aqui chamamos de lista são as anotações dos enfermos, dos que passam fome, dos que se revoltam, dos que ignoram as necessidades dos outros.
Nosso esforço é acalmar a dor, aliviar o sofrimento, sem precisar apontar as causas.
Nem temos tempo para saber os resultados; isso fica na consciência de quem ajudamos.
Enxergamos a cura quando as mãos ficam calejadas com o trabalho.
Não nos preocupamos em dar alta; preferimos alimentar nossa equipe de obreiros do bem.
Lição de casa
Nosso maior compromisso é aliviar o sofrimento, atender às necessidades e trabalhar em benefício do próximo.

