por Nubor Orlando Facure.
Perdoamos um amigo e o acolhemos de volta.
Perdoamos um inimigo e o desprezamos.
Perdoar não implica exigir que o outro se modifique.
Anistia é perdoar um erro, mesmo que grande, em troca de algo maior, que é a paz.
Persevere em busca da paz.
Nossa melhor contribuição pode ser a oração e o jejum.
O cérebro não lhe pedirá para fazer uma prece, mas a sua oração o faz liberar a química do amor e do êxtase.
Crianças “padrão-ouro” são nossas crianças de hoje.
Trazem a noção da realidade muito avançada para a idade.
O software psíquico delas já vem instalado.
Toda vez que nos precipitamos para uma postura intransigente, o capítulo final se chama arrependimento.
Por mais que estejamos seguros em nossos julgamentos, a opinião de Deus pode ser diferente.
Persuadir com fé e coragem é nobre.
Insistir com opiniões é perverso.
A vida pode ser nosso prêmio de consolação.
Melhor aproveitá-la como oportunidade de redenção.
A tolerância mede nosso tempo de silêncio quando somos provocados e demonstra o quanto suportamos ao enfrentar conflitos amargos.
Uma das regras para nossa tranquilidade espiritual sobre o mundo é:
“Notícia zero”.
É uma meta de sucesso.
A experiência dos outros nem sempre se amolda às nossas necessidades.
A vida, às vezes, nos impõe atravessar a porta estreita com a fechadura emperrada.
Não me preocupo se o Espiritismo será aceito pelas academias de ciência.
Implantado em nossos lares, será suficiente para mudar o mundo.
Você tem sonhos? A vida tem sentenças.
Você tem projetos? A vida tem surpresas.
A discórdia afasta a possibilidade de paz.
Conviver em harmonia exige tolerância.
Diante de qualquer conflito, experimente a oração e o silêncio.
O Espírito tem desejos e o corpo tem necessidades.
Temos de atendê-los sem inverter a ordem das coisas.
As comunicações espíritas têm revelado que, nos pacientes dementes, o Espírito propriamente dito pode estar lúcido, atento ao nosso acolhimento ou ao nosso desamparo.
No Brasil não existe guerra (?), mas nós, frequentemente, optamos por discórdias e conflitos, maculando o Coração do Mundo.
Não se deve deixar esgotar os recursos para a paz.
O primeiro passo é perceber que todos somos passíveis de cometer erros.
Às vezes estamos convictos de nossas certezas e não percebemos que não haverá tempo para mudar nossas convicções.
Aprender é como criar caminhos para ir e voltar ao mesmo destino.
A doença que nos bate à porta, exigindo renúncia e garra, tem o poder de nos afastar do entulho das coisas mundanas.
A fama e a dor:
A fama tem duração curta,
a dor tem duração longa.
A fama traz cobrança,
a dor traz esperança.
A fama lhe reveste de brilho,
a dor lhe purifica para brilhar.
O amor ao próximo está para completar dois mil anos, mas, entre nós, ele ainda perambula pelas vias de mão única: exigimo-lo para nós sem doar a parte que nos compete.
Memórias falsas.
Já desisti de repensar o meu passado.
Fico sempre com a impressão de querer mudar o final da história.
Necessidade.
A necessidade de acudir aos encarnados deve ser maior que a curiosidade de ouvir os desencarnados.
Para todo o sempre:
não podemos confundir esquecimento com desaparecimento.
Nada do que entrou em nossa mente pode sair dela.
As sensações corporais que nos afetam indicam escolhas boas ou más para nosso cérebro.
A alma faz a opção.
A melhor maneira de reduzir os efeitos do mal que nos atinge
é aumentar nossa capacidade de produzir o bem.
Perseguição, denúncia e punição nos aprisionam, impedindo-nos de seguir adiante.
A vida nunca deixa de nos abrir as portas para novos caminhos.
As coisas da Terra nos “prendem”, esvaziando nosso aproveitamento.
Melhor anotar as coisas do Céu, que detêm as chaves da nossa “libertação”.
Quando se fala em “desenvolver”, sejam talentos ou habilidades, pressupõe-se desfazer-se de “envolvimentos” antigos
e revestir-se de novas propriedades.
Dizem nossos benfeitores:
o inferno que criarmos para os outros será nossa moradia no futuro, quando a justiça divina nos exigirá o resgate.
O jovem pediu a Jesus:
— Quero caminhar ao seu lado.
O Mestre respondeu:
— Caminhe com o seu próximo.
Estarei ao lado de vocês.
Jesus escolheu, entre seus apóstolos, pessoas comuns, comprometidas com o trabalho.
Não se acompanhou de policiais, de juízes ou de doutores.
Quando um órgão adoece, o organismo inteiro sofre prejuízos.
Quando uma nação comete uma injustiça, seu povo, como um todo, sofrerá as consequências.
Na oração, a maioria leva pedidos a Deus.
Outros levam agradecimentos.
Uns poucos oferecem o sacrifício de amparar o próximo.
Preciso me abster do chocolate, das notícias tóxicas, dos amigos disfarçados e dos projetos improváveis.
Os erros deixam cicatrizes.
Os sonhos nos fazem esquecer os erros e as cicatrizes.
Os desejos nos fazem errar de novo.
Dona Rita vai e vem para consulta com os mesmos problemas.
Não consegue enfrentá-los. Arruma desculpas para fugir das soluções.
E o monge disse ao discípulo:
— Não tenho planos de ir para o Céu quando morrer.
Optei por construir agora um Céu dentro de mim.
E disse o anjo ao discípulo:
— Enviamos bênçãos para a Terra, mas poucos estendem as mãos para recebê-las.
Lágrimas mornas em coração duro, tanto bate até que cura.
O pensamento é expansão de nós mesmos em forma de energia, criando imagens que nos identificam.
Difundir nossas ideias gera um custo espiritual.
Ganhamos ou perdemos conforme o nível de benefícios ou prejuízos que elas provocam.
Toda vez que nos precipitamos para uma postura intransigente, o capítulo final se chama arrependimento.
Recordar o passado nos deixa felizes, principalmente quando há uma promessa de recompensa — sentir aquele perfume outra vez.
Quando não conseguimos flagelar nossas culpas, martirizamos os mais frágeis perto de nós.
A doença que martiriza a carne procede de ajustes que o corpo comprometido suporta para a elevação do Espírito.
O progresso intelectual não é condição básica para a felicidade.
Seu engrandecimento pede elevação de sentimentos para adquirir a sublimação.
A inércia coagula a mente.
Trabalhar em benefício do próximo desfaz as amarras do Espírito.
Não sei se é de propósito, mas meu cérebro não me deixa esquecer o que eu preciso e não me ajuda a lembrar o que eu quero.

