Pácoa de 1742 – Hallelujah

Compartilhe esta postagem em:

por Nubor Orlando Facure.

 

O grande compositor Georg Friedrich Händel (1685–1759) nasceu na Alemanha e, posteriormente, naturalizou-se cidadão britânico.
Compôs mais de 600 obras musicais, tornando-se famoso na Itália e na Inglaterra.

Sua grande apoteose ocorreu quando apresentou, pela primeira vez, a sua magnífica obra “O Messias”, no teatro Fishamble Street Hall, em Dublin, Irlanda, em 13 de abril de 1742, em plena Páscoa.

Anos antes, também em abril, em 1737, com 52 anos, sofreu um AVC, ficando com o lado direito enfraquecido e com graves limitações na fala.

Logo de início, foi tratado com sangria venosa, sem nenhuma melhora.
Mais tarde, seus médicos recomendaram tratamento com banhos quentes na estação climática de Aix-la-Chapelle, na Alemanha.

A dedicação de Händel o levou à recuperação total em poucas semanas.
Foi quando, caminhando por Aix-la-Chapelle, passou em frente a uma igreja.
Experimentou tocar o órgão com a mão esquerda.
Milagrosamente, a direita foi se erguendo, acompanhando o texto musical.
Estava completa a sua recuperação motora.

Sua situação financeira estava se deteriorando devido a diversos fatores:
a morte da rainha,
a guerra espanhola,
o inverno rigoroso
e a gripe, que comprometia músicos e cantores.

Mas, em agosto de 1741, recebeu textos descrevendo 51 passagens da vida de Jesus em suas pregações, escritos pelo poeta Charles Jennens.
Händel trabalhou freneticamente, sem descanso, por duas semanas, quando finalmente ficou pronta a obra gigantesca.

Quando a obra musical foi apresentada no Oratório de Londres, o rei George II admirou-se tanto que postou-se de pé, obrigando todos os seus súditos, conforme manda a tradição, a se levantarem, extasiados com a beleza e a grandiosidade do coral.

Após a primeira apresentação, ocorrida em Dublin, foi procurado por senhores beneméritos que solicitaram que a renda dessa estreia fosse doada a instituições que auxiliavam prisioneiros e doentes mentais do Mercier’s Hospital.

“Ela me curou.
Também fui prisioneiro.
E ela me deu a liberdade.”

Toda a renda de “O Messias”, exibido em Londres, continuou sendo doada aos enfermos e aos detentos.

No final da vida, enfrentou a cegueira, mas continuou compondo, vindo a falecer em 13 de abril de 1759.
O mesmo abril em que sofreu o AVC e estreou o “Hallelujah” em Dublin.

P.S. Fiz aqui um resumo do capítulo III do livro do Dr. Paulo César Frutuoso,
Reflexões espiritualistas e científicas de um médico.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.